A guitarra em afinação padrão usa as notas E A D G B E, ou Mi, Lá, Ré, Sol, Si e Mi, da corda mais grave para a mais aguda.
Nesta página você pode escolher uma escala e uma tonalidade para visualizar suas notas diretamente no braço. O diagrama também permite estudar pelos graus da escala e, quando aplicável, relacionar as notas às posições do sistema CAGED.
Como o braço da guitarra é organizado
Entre a maioria das cordas vizinhas existe uma quarta justa:
- E → A
- A → D
- D → G
- B → E
A exceção está entre as cordas G e B, separadas por uma terça maior.
Essa diferença altera a geometria dos desenhos quando eles atravessam essas duas cordas. É um dos motivos pelos quais um padrão aprendido em uma região do braço nem sempre pode ser deslocado verticalmente sem adaptação.
O diagrama leva essa relação em conta automaticamente e mostra as notas corretas em cada corda e casa.
Como estudar uma escala no braço
Comece escolhendo uma tonalidade e localizando todas as ocorrências da tônica.
Depois observe como os demais graus aparecem ao redor dela.
Em vez de tentar memorizar o braço inteiro de uma vez, escolha uma pequena região e identifique:
- onde estão as tônicas;
- quais notas pertencem à escala;
- onde aparecem terça, quinta e sétima;
- como a posição continua nas cordas vizinhas;
- onde ela se conecta à região seguinte.
Com o tempo, essas regiões deixam de parecer desenhos independentes e começam a formar um único mapa do braço.
Nomes das notas e graus da escala
O diagrama pode mostrar tanto os nomes das notas quanto os graus da escala.
Em Lá menor pentatônica, por exemplo:
A – C – D – E – G
pode ser lido como:
1 – ♭3 – 4 – 5 – ♭7
As duas formas de leitura são úteis, mas respondem a perguntas diferentes.
Os nomes ajudam a saber exatamente quais notas estão sendo tocadas. Os graus mostram a função de cada nota em relação à tônica e tornam mais fácil reconhecer o mesmo padrão em outra tonalidade.
Se uma frase utiliza os graus 1 – ♭3 – 4 – 5 – ♭7, essa estrutura permanece a mesma quando a escala é transposta.
A tônica como ponto de referência
A tônica é o melhor ponto para começar a entender qualquer desenho.
Ela indica o centro tonal da escala e serve como referência para localizar todos os outros intervalos.
Depois de encontrá-la, procure reconhecer:
- a terça, que ajuda a definir o caráter maior ou menor;
- a quinta;
- a sétima;
- as oitavas da própria tônica.
Esse tipo de leitura ajuda a transformar um desenho decorado em uma estrutura musical que pode ser transposta e modificada.
Escalas e acordes
Escalas e acordes estão diretamente relacionados.
Em uma escala maior, por exemplo, os graus 1, 3 e 5 formam a tríade maior da tonalidade.
Em Dó maior:
C – D – E – F – G – A – B
a tríade de C maior é:
C – E – G
ou:
1 – 3 – 5
Reconhecer essas notas dentro de uma posição de escala ajuda a enxergar onde o acorde está localizado e quais notas possuem relação mais direta com a harmonia.
Isso é especialmente útil para improvisação, porque permite escolher notas de acordo com o acorde do momento, em vez de tratar toda a escala como um conjunto de notas equivalentes.
O sistema CAGED
Na guitarra em afinação padrão, as cinco formas de acordes abertos C, A, G, E e D podem ser usadas como referências para organizar diferentes regiões do braço.
Essas formas constituem o sistema CAGED.
Cada região pode ser relacionada a:
- uma forma de acorde;
- posições da tônica;
- notas do acorde;
- notas da escala ao redor desse acorde.
O CAGED não é uma escala por si só. Ele funciona como um mapa para relacionar formas de acordes e diferentes regiões do braço.
Você pode estudar o sistema em mais detalhes na página sobre o CAGED.
As posições se sobrepõem
Não existe uma linha exata separando uma posição de escala da seguinte.
As posições compartilham notas e se sobrepõem. Essa sobreposição é justamente o que permite mover uma frase horizontalmente pelo braço sem precisar interromper o desenho e começar outro completamente diferente.
Ao estudar uma posição, procure também as notas imediatamente antes e depois dela. Isso ajuda a entender como chegar à região seguinte.
A oitava e a casa 12
Na casa 12, cada corda produz a mesma nota da corda solta, uma oitava acima.
Por exemplo:
- E solto → E na casa 12;
- A solto → A na casa 12;
- D solto → D na casa 12.
A partir daí, a sequência de nomes de notas se repete.
Isso torna a casa 12 uma referência importante para localizar notas. Os desenhos continuam seguindo as mesmas relações intervalares acima dela, embora a região física do braço e o acesso às casas possam mudar conforme a guitarra.
Grafia das tonalidades
Ao estudar escalas, não basta localizar a casa correta: também é importante representar corretamente o nome de cada nota.
Uma escala maior utiliza cada letra musical uma vez.
Por isso, em Fá♯ maior, por exemplo, a sétima nota é Mi♯, e não Fá:
F♯ – G♯ – A♯ – B – C♯ – D♯ – E♯
Essas duas notas podem ocupar a mesma altura em um instrumento temperado, mas possuem funções diferentes dentro da tonalidade.
A ferramenta considera essa grafia ao gerar os nomes das notas.
Escalas importantes para começar
Algumas escalas são especialmente úteis para começar a mapear o braço da guitarra:
- pentatônica menor;
- pentatônica maior;
- escala maior;
- escala menor natural;
- escala blues;
- menor harmônica.
A pentatônica menor costuma ser um bom primeiro passo porque possui apenas cinco notas e permite concentrar o estudo na conexão entre posições.
Depois, compare seus desenhos com escalas de sete notas e observe quais graus foram acrescentados.
Use o diagrama como mapa
O objetivo não é encontrar uma única posição correta para cada escala.
Escolha uma tônica, encontre diferentes maneiras de alcançar a oitava e observe como os mesmos graus aparecem em várias regiões do braço.
Experimente também mudar a tonalidade mantendo a mesma escala. Isso ajuda a perceber quais relações permanecem iguais e quais notas mudam.
Quanto mais você relacionar notas, intervalos, acordes e posições, menos o braço depende de desenhos isolados e mais ele passa a funcionar como um único sistema.