O cavaquinho é um instrumento de quatro cordas muito presente no samba, no choro e no pagode. Nesta página, você pode visualizar escalas diretamente no braço do instrumento e escolher qualquer tonalidade para estudar suas notas e intervalos.
A afinação utilizada pela ferramenta é D G B D, ou Ré, Sol, Si, Ré, da corda mais grave para a mais aguda.
Essa é uma afinação comum no cavaquinho brasileiro, embora o instrumento também possa ser encontrado em outras afinações.
Como a afinação D G B D organiza o braço
As quatro cordas soltas formam:
D – G – B – D
A primeira e a quarta corda possuem a mesma nota, separadas por uma oitava.
Isso cria uma simetria útil para estudar o braço: qualquer nota encontrada em determinada casa de uma das cordas D também aparece na mesma casa da outra corda D, uma oitava acima ou abaixo.
Por exemplo, se a quinta casa da corda D grave contém G, a quinta casa da corda D aguda também contém G.
Essa relação ajuda a reconhecer rapidamente desenhos de escalas e a transferir pequenas frases entre as duas extremidades do instrumento.
Relação com o violão
Quem já toca violão encontra algumas referências familiares.
Na afinação padrão do violão, as cordas D, G e B também aparecem nessa mesma sequência. Isso significa que relações entre notas e pequenos desenhos que utilizam essas três cordas podem ser reconhecidos no cavaquinho.
Mas o instrumento não deve ser tratado simplesmente como um violão com duas cordas a menos.
A quarta corda do cavaquinho é outro D, e essa diferença muda a forma como escalas, acordes e frases se distribuem pelo braço.
Por isso, vale usar o conhecimento do violão apenas como ponto de referência e aprender o braço do cavaquinho de acordo com sua própria afinação.
Como estudar escalas no cavaquinho
Uma boa maneira de começar é escolher uma tonalidade e localizar primeiro todas as ocorrências da tônica.
Depois, observe os outros graus da escala ao redor dela.
Em vez de tentar memorizar o braço inteiro de uma vez, trabalhe pequenas regiões de três, quatro ou cinco casas e procure reconhecer:
- onde está a tônica;
- quais notas pertencem à escala;
- onde aparecem terça e quinta;
- como a mesma escala continua nas cordas vizinhas;
- quais notas se repetem em outras oitavas.
A ferramenta permite visualizar o braço completo e depois restringir a região estudada.
Graus da escala
Além dos nomes das notas, você pode estudar usando os graus da escala.
Em uma escala maior:
1 – 2 – 3 – 4 – 5 – 6 – 7
Essa forma de leitura é especialmente útil quando você começa a transpor melodias e frases entre tonalidades.
Uma sequência como 1 – 2 – 3 – 5, por exemplo, mantém a mesma função musical em qualquer tom, mesmo que os nomes das notas mudem.
Por isso, aprender a enxergar os graus no braço pode ser mais útil do que decorar apenas posições fixas.
Escalas importantes no cavaquinho
Para começar, vale conhecer bem algumas escalas básicas:
- escala maior;
- escala menor natural;
- pentatônica maior;
- pentatônica menor;
- escala menor harmônica;
- escala cromática, usada principalmente como referência para notas de passagem e aproximação.
No samba e no choro, escalas maiores e menores costumam aparecer combinadas com notas cromáticas de aproximação.
Por isso, além de estudar quais notas pertencem à escala, também é útil observar as notas imediatamente acima e abaixo dos principais graus.
Escala maior e acordes
Ao estudar uma escala maior, dê atenção especial aos graus 1, 3 e 5.
Eles formam a tríade maior construída sobre a tônica e ajudam a relacionar a escala aos acordes.
Se você estiver estudando Dó maior, por exemplo:
C – D – E – F – G – A – B
os graus 1, 3 e 5 são:
C – E – G
Reconhecer essas notas no braço facilita tanto o acompanhamento quanto a criação de pequenas frases melódicas entre acordes.
Escalas menores
Na escala menor natural, a terça, a sexta e a sétima aparecem rebaixadas em relação à escala maior.
A menor harmônica adiciona outra sonoridade importante ao elevar novamente o sétimo grau.
Essa diferença cria uma aproximação mais forte entre a sétima e a tônica e aparece com frequência em contextos harmônicos de tonalidades menores.
Vale comparar visualmente a escala menor natural e a menor harmônica no mesmo tom para perceber exatamente qual nota muda.
Não há posições CAGED no cavaquinho
O sistema CAGED foi desenvolvido a partir das cinco formas de acordes abertos do violão em afinação padrão.
O cavaquinho possui quatro cordas e outra organização de intervalos, por isso essas cinco formas não se transferem diretamente para o instrumento.
Nesta ferramenta, o estudo é feito diretamente pelas notas e intervalos do braço.
Escolha uma região de casas que seja confortável para a mão e use-a como uma posição temporária. Depois mova essa região pelo braço até conseguir conectar os diferentes desenhos da escala.
Use o braço inteiro como referência
O objetivo do diagrama não é apresentar uma única maneira correta de tocar uma escala.
Use-o como um mapa.
Comece em uma tônica, encontre diferentes caminhos para chegar à oitava e compare como a mesma escala aparece em outras regiões do braço.
Quanto mais essas regiões forem conectadas, menos você dependerá de desenhos isolados e mais fácil será localizar as notas durante uma música.